Fevereiro Roxo alerta: 1 em cada 5 pets no Brasil já é idoso

 

Cerca de 20% dos cães e gatos vivem a fase sênior, segundo o Instituto Pet Brasil, reforçando a importância da prevenção de doenças crônicas

Campinas, fevereiro de 2026 – O Brasil possui uma das maiores populações de animais de estimação do mundo. De acordo com dados do Instituto Pet Brasil, o país abriga cerca de 160 milhões de pets, entre cães, gatos, aves, peixes e pequenos mamíferos. Desse total, aproximadamente 20% dos cães e gatos já se encontram na fase sênior, reflexo do aumento da expectativa de vida proporcionado pelos avanços da medicina veterinária, da nutrição e dos cuidados preventivos.

Com pets vivendo mais, cresce também a incidência de doenças crônicas e degenerativas, tornando essencial a atenção ao diagnóstico precoce e ao acompanhamento veterinário regular. Em apoio à campanha Fevereiro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre enfermidades crônicas, Francis Flosi, médico-veterinário e diretor-geral da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas, alerta que muitos problemas de saúde em pets idosos ainda passam despercebidos pelos responsáveis pelos animais.

“Muitas vezes, o responsável pelo animal só percebe que algo não está bem quando a doença já está em estágio avançado. Alterações de comportamento, dificuldade de locomoção e mudanças no apetite são sinais importantes e precisam ser investigados”, explica.

Entre as doenças mais comuns em animais idosos está a Síndrome da Disfunção Cognitiva, condição semelhante ao Alzheimer em humanos, que pode causar desorientação, alterações no sono, perda de memória e mudanças comportamentais. Problemas articulares, como a artrose, também são frequentes e impactam diretamente a mobilidade e o bem-estar.

A insuficiência renal, especialmente em gatos idosos, costuma evoluir de forma silenciosa, enquanto doenças cardíacas tornam-se mais comuns com o avanço da idade, provocando sintomas como cansaço excessivo, tosse persistente e dificuldade respiratória.

Flosi reforça que o acompanhamento veterinário regular é decisivo para garantir qualidade de vida aos pets idosos. “Consultas periódicas permitem identificar alterações precocemente, ajustar a alimentação e iniciar tratamentos adequados, prolongando o bem-estar do animal”, destaca.

Principais sinais de alerta em pets idosos

Durante o Fevereiro Roxo, especialistas orientam os responsáveis pelos animais a ficarem atentos a mudanças comportamentais que podem indicar doenças crônicas ou cognitivas, como:

  • Urinar e defecar dentro de casa;
  • Desorientação, como ficar preso em um canto ou ter dificuldade para encontrar a comida;
  • Maior busca por atenção;
  • Alterações no sono, como acordar à noite e dormir excessivamente durante o dia;
  • Desinteresse por brinquedos e atividades físicas;
  • Andar em círculos e apresentar irritabilidade;
  • Latidos ou ganidos altos em horários inapropriados;
  • Ansiedade, especialmente ansiedade de separação;
  • Perda ou redução do apetite.

“A identificação precoce desses sinais permite intervenções que reduzem o sofrimento e aumentam significativamente a qualidade de vida do animal”, ressalta o médico-veterinário.

Cuidados essenciais com pets idosos

Para um envelhecimento saudável, veterinários recomendam:

  • Check-ups veterinários a cada seis meses;
  • Alimentação balanceada e adequada à idade;
  • Exercícios leves, respeitando a condição física do animal;
  • Ambiente seguro e confortável, com camas adequadas, rampas e tapetes antiderrapantes;
  • Estímulos mentais por meio de brinquedos e atividades interativas.

Além da prevenção, a campanha Fevereiro Roxo também chama atenção para a adoção responsável de pets idosos, que costumam permanecer mais tempo à espera de um lar, apesar de oferecerem afeto e companheirismo.

“Envelhecer é parte natural da vida dos animais. Com cuidados adequados e acompanhamento veterinário, é possível garantir que essa fase seja vivida com dignidade, conforto e qualidade”, conclui Francis Flosi.

Fonte: Universidade Qualittas

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