Dez dicas para proteger seu cachorro dos fogos de artifício no fim de ano

Dez dicas para proteger seu cachorro dos fogos de artifício no fim de ano
Especialista em comportamento canino explica como evitar acidentes e reduzir o estresse dos animais durante Natal e Réveillon
O fim de ano costuma registrar aumento de acidentes e fugas de animais domésticos, cenário impulsionado principalmente pelo barulho dos fogos de artifício. Dados do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) mostram que cães possuem uma capacidade auditiva muito superior à humana e, para eles, sons acima de 60 decibéis (equivalente a uma conversa em tom elevado) já podem provocar reações intensas de estresse físico e psicológico. Diante desse contexto, o especialista em comportamento canino Richardson Zago, fundador da Zago Adestramento e sócio-fundador do Patinhas Urbanas, reforça a importância da prevenção. “O susto faz o animal agir por impulso, o que pode resultar em ferimentos ou longas fugas. Preparar o ambiente reduz significativamente esses riscos”, afirma. A seguir, Zago apresenta dez recomendações essenciais para garantir a segurança dos cães nas festas de Natal e Réveillon.
1. Proteja os ouvidos do pet
O uso de algodão macio ajuda a atenuar o impacto sonoro das explosões. Embora não elimine o ruído, reduz a pressão sonora e ameniza o desconforto que desencadeia crises de pânico.
2. Organize um espaço acolhedor
Toquinhas, caixas de transporte, casinhas ou cantos fechados funcionam como abrigos seguros. “Locais menores oferecem sensação de proteção. É importante deixar tudo acessível para que o cão possa se acomodar rapidamente”, explica Zago.
3. Reforce portões, janelas e varandas
Em casas, o risco de fuga aumenta quando o cão tenta atravessar grades ou escalar muros por estar assustado. Em apartamentos, a atenção deve ser redobrada com portas e vidraças. “Já registramos casos de animais que se machucaram ao romper vidro durante um momento de desespero”, alerta o especialista.
4. Garanta identificação atualizada
Plaquinhas, QR Code ou coleiras com telefone facilitam o reencontro caso o animal fuja. Segundo Zago, essa precaução simples aumenta consideravelmente as chances de retorno seguro.
5. Mantenha postura calma e nunca deixe o cão sozinho
A presença do tutor influencia diretamente o comportamento do animal. “O cão observa o tutor como referência emocional. Quando você se mantém tranquilo, ele percebe estabilidade e tende a se acalmar mais depressa”, afirma. Nunca deixe o pet desacompanhado durante os fogos, especialmente se ele já apresenta histórico de medo.
6. Treine desde filhote
Acostumar o animal desde cedo diminui a chance de reações extremas. “Quando filhote, o ideal é prepará-lo para essas situações. Fingir que nada está acontecendo, não olhar para o cão e manter a rotina faz com que ele entenda o barulho como algo normal”, explica.
7. Mantenha sua calma
A tranquilidade do tutor é determinante. Agir naturalmente evita que o cão interprete a situação como uma ameaça maior do que realmente é.
8. Evite abraços excessivos
Apego exagerado reforça a ideia de que há perigo. O objetivo é transmitir segurança, não estimular o medo.
9. Use a técnica do pano
Envolver o cão com um pano de forma leve, gerando uma pressão suave, pode ajudar a regular o sistema nervoso e reduzir a ansiedade.
10. Associe o barulho a uma experiência positiva, mas com cuidado
Oferecer algo para roer pode ser útil, desde que o momento seja controlado. Zago alerta: “Você pode dar algo para o cachorro roer e, enquanto ele está focado nisso, introduzir sons de fogos bem baixinho, observando se ele mantém a sensação de prazer. Mas isso deve ser feito antes do medo aparecer. Se oferecermos algo enquanto o cão já está assustado, reforçamos o comportamento de pânico”.
Fonte: @zagoadestramento @patinhasurbanas